João Pinheiro, Qua 12/12

Escolas municipais e estaduais do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de MG estão sem condições de segurança contra incêndio


Levantamento foi feito pelo Tribunal de Contas do Estado em escolas públicas com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Veja os resultados encontrados para algumas instituições das regiões


           Um relatório técnico produzido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) apontou que diversas escolas municipais e estaduais de Minas Gerais – incluindo algumas dos municípios do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste – têm problemas de infraestrutura, além de terem irregularidades na prevenção e combate a incêndio.

O levantamento foi feito em 565 escolas públicas de ensino fundamental, com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 159 municípios. A pesquisa completa está disponível na internet.

No Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de MG, foram encontrados problemas em algumas escolas municipais e estaduais de Brasilândia de Minas, Conquista, Delta, Iraí de Minas, João Pinheiro, Pedrinópolis, Perdizes, Rio Paranaíba, Sacramento, São Gotardo, Tiros e Uberaba.

As escolas dessas cidades que foram citadas no relatório não têm o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (ACVB), que é o documento que certifica que o imóvel tem condições de segurança contra incêndio.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG) disse que já está atuando, com o apoio do Corpo de Bombeiros, para oferecer condições mínimas para prevenção a incêndio e pânico em todas as escolas estaduais. Em relação às escolas municipais, a reportagem entrou em contato com as respectivas prefeituras.

Escolas citadas no relatório

Os dados foram repassados pelo TCE-MG e, para a reportagem, foram escolhidas as situações de escolas de quatro cidades com o maior número populacional. Veja abaixo o que foi encontrado.

    Uberaba: a Escola Municipal Frederico Peiró e a Escola Estadual Irmão Afonso não têm o ACVB. Sobre a Frederico Peiró, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que o ACVB foi atualizado em novembro de 2017 e que, inclusive, profissionais da escola participaram do curso de brigada de incêndio como exigência para obtenção do documento.
    João Pinheiro: as escolas municipais Jéssica Maria Campos, João Resende e Joaquim Luiz de Paula e a Escola Estadual Arminda Maria da Costa, além de não terem o ACVB, também não têm equipamentos de proteção contra incêndio, como o extintor, por exemplo.
    Sacramento: a Escola Estadual Dr. Afonso Pena Júnior e as escolas municipais Naná Kubitschek Soares, Dr. Djalma A. do Prado e Dr. João Cordeiro não têm o ACVB. As mesmas escolas também não têm equipamentos de proteção contra incêndio nem extintor.
    São Gotardo: as escolas estaduais Padre Sinfrônio Bahia e a Coronel Hermenegildo Ladeira, além das escolas municipais Virgílio Couto e Sonho Meu, também têm os mesmos problemas das outras escolas.

Devido à situação dessas e de outras escolas de MG, o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), conselheiro Cláudio Terrão, apresentou nesta quarta-feira (5) o relatório ao comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, coronel Cláudio Roberto de Souza.

Segundo o TCE-MG, o comandante sinalizou que vai tomar as providências necessárias para a busca de uma solução urgente para o problema.


Com informações portal g1
Foto: Divulgação